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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ACCRBA APÓIA - SHOW 20 ANOS SEM RAUL

SHOW 20 ANOS SEM RAUL

OS RELÂMPAGOS DO ROCK (1ª Banda de Raul Seixas)

Engana-se consideravelmente quem imagina que Raulzito e os seus Panteras (ou Raulzito and the Panthers, como ele preferiria), fora a primeira banda do nosso saudoso Maluco Beleza; anos antes
da primeira das diversas formações deste memorável grupo, Raul foi acompanhado por Thildo Gama e Enelmar Chagas, num Trio que eles deram o nome de OS RELÂMPAGOS DO ROCK, isto ainda nos idos de 1961, quando tiveram alguns ensaios e umas poucas apresentações mais relevantes, tais como um show no ACBEU e um no Clube Comercial, na apresentação de uma das candidatas ao Miss Bahia daquele ano, com apresentação do maior locutor da época, Rui Veloso, já falecido, organização do jornalista Theodomiro Baptista e do colunista Gino Frei.

Em 1962, vítima de um grave acidente automobilístico, voltando do Rio de Janeiro, Enelmar deixa Os Relâmpagos do Rock ensejando a emergente entrada de Délcio Gama, irmão mais velho de Thildo, por já terem outros shows agendados. Com esta formação foram realizados alguns shows no interior da Bahia e na capital, inclusive na TV Itapoan, no programa "Escada para o Sucesso", tirando o primeiro lugar, e, logo depois, foram desclassificados por não serem uma banda inédita.

A antológica foto da banda publicada em muitas das diversas biografias do Raul Seixas fora produzida no Foto Ideal na Avenida Sete de Setembro; nela está Délcio com Paletó e gravatinha e um Violão pintado de branco e Rosa (mais tarde apelidado de Pantera Cor de Rosa), Raulzito com paletó de Casimira inglesa, com gravatinha cedida por Thildo que era utilizada pelo seu primeiro conjunto “Os Apaches” e um captador de violão na mão simulando um microfone, e à direita da foto, Thildo Gama também de paletó e gravatinha e com o violão preto/azulado que tivera sido adquirido controversamente do próprio Raul, história esta contada nos livros “Raul Seixas - A trajetória de um Ídolo” e “Raul Seixas - Entrevistas e Depoimentos”, escritos por Thildo Gama.

Só em 1963, veio ser formada 2ª banda, "Raulzito e os seus Panteras", com Thildo Gama na guitarra, Mariano no Contrabaixo, Carlos Anísio (Carlô) no sax, Aníbal Dias na bateria, que veio se dissolver após a gravação do seu único disco, em 1968, ano do nascimento do mais novo participante da RELÂMPAGOS DO ROCK, o amigo, fã, e incentivador para o retorno da banda, o professor Everton Lima (O Poeta).

Hoje, após 48 anos da formação desta banda, a idéia principal é apresentar os RELÂMPAGOS DO ROCK, seus velhos integrantes (Avôs, professor, engenheiro, auditor fiscal e mestre) mostrar o que se ouvia à época do início da carreira de Raul Seixas, no final dos anos 50 e início dos anos 60, como também homenageá-lo com um show, em 20 de agosto de 2009, às 20 horas, no Teatro Vila Velha, na véspera dos 20 anos de seu desenlace, momento em que ele deixa a vida neste planeta e entra para a posteridade. 20 MIL ANOS COM RAUL.

***A ACCRBA estará presente expondo parte do material da EXPO ROCK referente ao grande Raulzito, doado gentilmente por Thildo Gama.

Serviço:

20 anos sem Raul
com a 1ª banda de Raul Seixas RELÂMPAGOS DO ROCK

Cabaré dos Novos - Teatro Vila Velha (Passeio Público, Campo Grande, Salvador/BA)

20/08/2009 (Quinta-feira)

R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)

20:00h

Informações:

** Everton Lima (Produtor Cultural)
Tel.: (71) 8727-4568 / 8849- 7713 / 3363-0435 / 9904-7508 / 9133-8023

** Enelmar Pimentel Chagas
Tel.: (71) 8752-1252 / E-mail: enelmarpimentel@gmail.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Emiliano José lança livro sobre Victor Meyer, um revolucionário baiano

Emiliano José lança livro sobre Victor Meyer, um revolucionário baiano
A ACCRBA apóia o lançamento do livro e participa ativamente da produção da cerimônia, que também contou com show instrumental de Thildo Gama, desta vez no saxofone, e a presença de pessoas importantes como o Secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles.

da ACCRBA

Autor de livros sobre Lamarca, Marighella e padre Renzo - o religioso que se solidarizava com os presos políticos da ditadura militar - o escritor e jornalista Emiliano José acaba de anunciar mais uma obra.

Trata-se do terceiro volume de "Galeria F, Lembranças do Mar Cinzento", com o resgate da memória de "Victor Meyer, um revolucionário", pela editora Caros Amigos Editora. Com prefácio do ex-secretário Especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, a obra traça o perfil de Victor Meyer, um revolucionário baiano que militava na organização clandestina Política Operária – Polop, uma corrente de esquerda que denunciava o stalinismo hegemônico nas esquerdas brasileiras.

O lançamento de "Victor Meyer, um revolucionário" foi realizado no dia 21 de novembro, no espaço do Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, localizado no subsolo da prefeitura municipal. Thildo Gama, primeiro guitarrista de Raul Seixas e multiinstrumentista, embalou os convidados ao som de seu saxofone e a ACCRBA esteve lá para colaborar e conferir o resultado de um trabalho árduo.

Victor Meyer faleceu precocemente, aos 52 anos, perdeu muitos amigos assassinados, mas, sobreviveu e tornou-se um acadêmico da Universidade Católica de Salvador e da UFBA. Como afirma Nilmário Miranda, também ele um ex-integrante da Polop, "foi um intelectual que nunca se prosternou ao deus dinheiro". Em anexo, o livro se enriquece com o texto "Fragmentos de memória da Polop na Bahia", da autoria do engenheiro Orlando Miranda.

Emiliano José afirma que ao ler alguns escritos de Victor Meyer "foi tomado pelo encanto, deslumbramento diante deles. Pela acuidade científica e pelo modo particular, sereno e terno de abordar alguns temas. Victor sabia tratar daqueles tempos de terror e de sombras com especial talento e sensibilidade".

Figuras da Polop - As memórias dos ex-integrantes da Polop revelam figuras conhecidas na Bahia como os irmãos Gustavo Falcon e Peri Falcon, os sindicalistas Olívia Braga e Ivan Braga, João Henrique Coutinho, Orlando Miranda e Tânia Miranda entre outros. Também revelam as origens políticas de figuras nacionalmente conhecidas como Dilma Roussef, Marco Aurélio Garcia, Raul Pont, assim como de intelectuais influentes como Eder Sader, Emir Sader, Juarez Guimarães, Antônio Risério, Jorge Nóvoa, Moniz Bandeira, para citar algumas.

O livro de Emiliano redescobre a Polop, suas dissidências que optaram pela luta armada, até o embarque no Partido dos Trabalhadores (PT). Também revela as contribuições de Meyer à imprensa. Na Gazeta Mercantil desenvolveu críticas à reforma da Previdência, teorizou sobre o domínio do capital fictício, revelou a subordinação do Estado à lógica rentista e a redução dos mecanismos de autodefesa dos estados capitalistas. Na revista da Universidade Estadual de Feira de Santana, em 1997, discute a internacionalização dos bancos brasileiros. Segundo Emiliano, Meyer deixou um grande legado teórico.

Para Sandra de Cássia, presidente da Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA), “é um momento para se desmistificar o rock como puro influente na música, pois as revoluções muito interessam àqueles que tentam revolucionar a cultura brasileira, incluindo a sua filosofia de vida no cotidiano de seu país e transformando o espectro social de forma inteligente.” Ela ainda ressalta que “a ACCRBA não se restringe à música rock e sempre apoiará eventos deste porte, principalmente quando se tratar de pessoas tão influentes para o pensamento e ações que podemos tomar daqui pra frente.”

Colaborou na matéria: Assessoria de Imprensa de Emiliano José
Acompanhe a trajetória: http://www.emilianojose.com.br/

Legendas das fotos: 1. Emiliano José; 2. Cerimônia de lançamento do livro de Emiliano José atrai admiradores e ilustres; 3. Cartaz do lançamento do livro; 4. Thildo Gama faz participação instrumental; 4. Gabriel Amorim (à esquerda), Emiliano José e Sandra de Cássia.
Fotos por Gabriel Amorim e Sandra de Cássia, exceto foto 1, retirada daqui.