sábado, 25 de fevereiro de 2012

Masoquismo, Desconsideração, Luta, Amizade e Palco do Rock

Acabou o Palco do Rock 2012. Acabou o carnaval. Acabou o milho. Acabou a pipoca.

Porém, o trabalho prossegue, os trabalhos das bandas prosseguem e enquanto há vida, vamos em frente!

No entanto, lendo um pouco sobre o Palco do Rock nas diversas redes sociais, pude ver que o público está cada vez mais egocêntrico. Pelo simples fato de uma banda não satisfazer sua vontade, o festival é tachado como ruim, ou "está ficando cada vez pior". E isso acaba tendo apoio de bandas e pessoas que trabalham junto ao Palco do Rock, ou que se aproveitam do Palco do Rock para arrecadar em benefício próprio (seja lá o que for).

Para alguns, o Palco do Rock só deveria ter banda de Thrash Metal. Para outros, só as bandas de Punk/HC salvam o evento. Outros já se agradam se a maioria das bandas for de Death Metal. Onde fica o respeito nessas horas? Onde fica o respeito de um ano inteiro trabalhado para respeitar os gostos alheios e, no final de tudo, cuspir na cara de quem te respeitou? O Palco do Rock, desde seu aniversário de 15 anos vem conseguindo trazer atrações independentes respeitadas em todo o país pela mídia especializada. O que dizer de Korzus, Inocentes, Plebe Rude, Cólera, Claustrofobia, Torture Squad, Phantom Rockers, Keter, Suprema, Dead Fish, Astafix, Karne Krua, Pastel de Miolos, Desgraciado, Etno, Clamus, Vivendo do Ócio, The Honkers, Agrotóxico, Vendo 147, Ulo Selvagem, Malefactor, MInus Blindness, Mercenárias, Álvaro Assmar, Cama de Jornal, Baranga, Velhas virgens, Behavior, Forka, Confronto, Gritando HC, Ação Direta... e tantas outras bandas locais e de outros Estados...

É olhar demais pro próprio umbigo e pro umbigo da turma. O Palco do Rock tem essa diversidade há anos e o rock independente é assim. Não é só Metal e nem só Punk e nem só HC. Os festivais no mundo inteiro sabem o que é isso e o nosso provinciano pensamento não nos deixar variar. Obviamente não peço a ninguém para gostar de algo que não lhe apetece, mas o mínimo é o respeito. Respeito à produção que faz aquilo acontecer de graça para o povo; respeito às bandas que tocam; respeito ao gosto alheio. Se todos entendessem que respeitar é o mínimo que podemos fazer quando o assunto é gosto pessoal dentro do universo Rock and Roll, dariamos um daqueles enormes passos para o que clamam tanto há milhões de anos: União.

Que união é essa tão pregada por bandas e público? Eu só vejo o contrário! Tem banda reclamando picas porque a grade saiu em cima da hora, porque o horário da banda mudou em cima da hora, porque o som em cima da palco não estava o esperado, porque o cabo do microfone era curto, porque o tempo de show é curto, porque abrir show é ruim, porque ser a última banda é ruim. Porém, pouquíssimas bandas, aliás só uma, se dispôs a ajudar quando viu que havia algum problema para que a grade atrasasse esse ano. Um integrante dessa banda se dispôs ao que fosse possível. Antes de criticar a ACCRBA se dispôs a ajudar.

Poucos de vocês sabem como é difícil organizar e fazer funcionar o Palco do Rock. É um festival grande, cheio de atrações, egos e, para completar, com envolvimento público nas esferas municipal e estadual. São contas a prestar. Documentos. Inúmeros números e formalidades até que se cumpra 100% do exigido para que aquilo possa acontecer e as bandas possam ser pagas dignamente. Poucas foram as bandas que saíram com a diretoria da ACCRBA para se indignar publicamente contra o que estava sendo feito contra nós. Bandas que talvez nem existam mais (algumas). Porém, somos os errados o tempo todo.

Nós já sabemos que não vamos agradar 100% e não pretendemos agradar 100%. Pretendemos fazer sempre o Palco do Rock que agrade a quem quer ser agradado. Quem se sentir assim, daremos nossos olhos como atenção. Quem não se sentir assim, resta reclamar, como em todos os anos anteriores...

Reclama, mas vai... Se não gosta do que vai tocar, fica em casa ouvindo MP3 no celular, no computador... se reúne com os amigos e faz o seu carnaval com seus amigos que gostam das mesmas coisas. Não vai bagunçar ou depois falar que não presta.

E você, banda, que reclama entre seus “chegados” (que fazem os estardalhaços nas redes sociais), ainda não sabem que o equipamento e a responsabilidade dele é da empresa contratada pela prefeitura, que é a provedora da estrutura de palco, som e iluminação? Claro que sabe, até porque, às vezes, são bandas antigas em produções da ACCRBA, mas que nunca saem satisfeitas com nada.

Esse ano eu não pude estar todos os dias do PDR, pois meu trabalho mortal (Aê Sid Grimm!) me obrigou estar com ele em alguns momentos e aproveito para pedir desculpas às bandas que não fui tão prestativo como nos outros anos. Quero pedir desculpas pelos maus entendidos de outros anos (Aê, Dimensões Distorcidas!). Quero agradecer pelas novas amizades: Dio e Toninho (Gritando HC), os caras da Warcursed, enfim... Parabéns aos amigos pela realização, força e fé! Estamos de pé... Firme e forte!! Interessante é que as bandas de fora chegam aqui e querem ajudar de alguma forma e tem banda local cuspindo na nossa cara, brigando conosco, mesmo sem saber da missa a metade. Consideração é assim: um dia eles querem enfiar no rabo da gente, mas a gente tem sistema de trava!!!

Novamente digo que quem não gosta das bandas que lá tocam deve procurar alternativas, seja na época ou não. Com certeza alguma coisa vai ser melhor. O que não entenderemos é ir para falar mal... isso, de fato, parece masoquismo

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Acompanhem a grade por ordem de apresentação:

Sábado - 05/03

NORFIST (Lauro de Freitas/BA)
O nordeste é o ponto de partida para as letras contestadoras da banda, que tem o Crossover baseado no Hardcore, Punk e Metal. Zezinho Peixoto (voz), Renato Damasceno (baixo), Paulo Reis (guitarra) e Greik (bateria). www.myspace.com/norfist.





TEMPLARIUS
O som da banda é calcado no Heavy Metal tradicional, mas possui experimentações com o Thrash Metal e o Metal Alternativo. Inis Leahy (voz), Fábio Anderson e Igor Tavares (guitarras), Celso Campos (baixo) e Iaçanã Lima (bateria). www.myspace.com/templarius.






SIEGE OF HATE [S.O.H] (CE)
Subversivo por Natureza. Este é o conceito que melhor descreve o som do Siege of Hate (S.O.H.), banda de Death /Grind formada em 1997. Bruno Gabai (voz e guitarra), Fábio Morcego (baixo e voz) e Saulo Oliveira (bateria). www.myspace.com/siegeofhate.






CAMA DE JORNAL (Vitória da Conquista/BA)
Punk Rock da “velha escola”. São 4 cd’s lançados e várias coletâneas. A banda prepara um documentário para comemorar a passagem dos 10 anos. Nem (voz), Helder (bateria), Rose (baixo) e Lázaro (guitarra). www.camadejornal.com.br.





ÁLVARO ASSMAR
Comemorando 20 anos de carreira, o baiano que tem blues no sangue começou no cenário musical em 1985 com a banda Cabo de Guerra, que tinha como influências o rock progressivo do Pink Floyd e do Yes. Mais tarde, em paralelo, criou a Blues Anônimo, na qual que ficou até se lançar em carreiro solo. www.oinovosom.com.br/alvaroassmar.



MALEFACTOR
Bastante conhecida nacionalmente, comemora seus 20 anos de Metal, no qual mesclam muito peso e melodia em músicas infuenciadas pelo Death e Black Metal. Lord Vlad (voz), Danilo Coimbra (guitarra), Jafet Amoêdo (guitarra), Roberto Souza (baixo), Chris Macchi (teclados) e Alexandre Deminco (bateria). www.myspace.com/malefactorbrazil.


PASTEL DE MIOLOS (Lauro de Freitas/BA)
“Punk Rock como antigamente” e Hardcore com medidas certas de experimentações. Considerada uma das melhores do estilo e com 15 anos de carreira, justificam a longevidade da banda com a ousadia de experimentar sonoridades, agregando ao som Ska, Pós-Punk e Blues. Alisson Lima (voz e guitarra), Alex Costa (voz e baixo) e Wilson Santana (bateria). www.pasteldemiolos.wordpress.com.

ACANON
Renovada, a banda baiana de Metal traz a mistura do extremo com os elementos mais modernos do estilo. Juliana Casé (voz), Luidi Pussente (voz) Paulo (guitarra), Jorge Santiago (baixo), Louis (bateria) www.myspace.com/acanonband.






Acompanhem a grade por ordem de apresentação

Domingo 06/03

BUSTER
O som da banda é calcado no Hardcore e Skate Rock cantado em inglês. Thiago Nogueira (voz e guitarra), Rodrigo Velásquez (baixo), Danilo Nunes (guitarra) e Gustavo Guerra (bateria). www.myspace.com/0buster0.






IGNIVOMUS

Crossover que envolve elementos do Thrash Metal e do Hardcore com letras que retratam o ser humano com suas dores e prazeres. Wendel Pereira (voz), Cleber Silva (baixo), Ajota Nascimento (guitarra), Kall Santos (guitarra) e Elton Osodrac (bateria). www.myspace.com/bandaignivomus.



ÊNIO E A MALOCA
Muitas influências estão presentes na carreira deste paulista radicado na Bahia. Destaque desde sua estreia com a banda, circula bastante pelos festivais do Brasil. www.myspace.com/enioeamaloca.







SAVANT INC. (SP)
A banda traz elementos do metal moderno e do post hardcore como características principais. Shark Zero e Ronny (voz), Leandro Ferreira (bateria), Léo Porto e Bruno Montovani (guitarras), TK (samples) e Bruno Basseto (baixo). www.purevolume.com/savantinc.




MINGMEN (SUIÇA)
Com riffs poderosos e refrãos cativantes, a banda viaja entre o Metal e o Pop sem tomar partido de um estilo único. Suas letras tratam das relações humanas numa sociedade, considerada pela banda, impiedosa. Sway (voz e guitarra), J.George (guitarra), Etienne (baixo) e Dem (bateria). www.mingmenmusic.com.





AS MERCENÁRIAS (SP)
Essa faz parte da história do rock brasileiro. Não dá pra contar uma história sem contar a outra. Com 28 anos desde sua fundação, a banda volta à ativa para tocar o Punk Rock que a tornou respeitada em todo o mundo. Sandra Coutinho (baixo e voz), Geórgia Branco (guitarra e voz) e Pitchu Harris (bateria). www.myspace.com/mercenrias


VENDO 147
Sem rótulo e sem voz, mas com dois bateristas em uma só bateria (clone drum). É rock instrumental para todo mundo, cheio de vigor, técnica e ousadia. Dimmy “O Demolidor” Drummer e Glauco Neves (clone drum), Caio Parish (baixo) e Pedro Itan e Duardo Costa (guitarras). www.myspace.com/vendo147.




RATTLE
Death/Thrash Metal de responsa com todas as características que a união dos estilos pede. Val “Fly” Oliveira (voz), Drica Lago (bateria), Henrique Coqueiro e Gustavo Martins (guitarra) e Louan Kemlin (baixo). www.myspace.com/rattleband.
Segunda 07/03

CHIP TRIO
Power trio de rock alternativo que mistura as influências dos primórdios do rock com as novidades regionais e internacionais. Angelo Medrado (bateria), Cadinho (baixo) e Carlos Barros (voz e guitarra). www.myspace.com/chiptrio




INCRÉDULA
Banda de Gothic Rock com influências do Industrial e Metal alternativo. Unem o peso e a melancolia à, ora suave ora agressiva, voz feminina. Fê (voz), Cauê Borges (guitarra), Filipe Galiza (baixo), Sr. Cloud (bateria) e Dan Vieira (guitarra). www.myspace.com/incredulabanda.








NONÊIME (Valente/BA)
Os valentenses fazem pop rock vigoroso e cheio de reflexões. Vinny (voz), Joan (guitarra), Marcelo (guitarra), Joey (bateria) e Marquinhos (baixo). www.bandanoname.wordpress.com/




ULO SELVAGEM
Hardcore crossover rápido, guitarras pesadas e vastas influências de Thrash Metal e Punk Rock e com vocal feminino. Tradição no Palco do Rock, nasceu em 1987 e acumula diversos prêmios em festivais pelo Brasil. Sandra de Cássia (voz), Ray Bass (baixo/backing), Gabriel Amorim (guitarra/backing) e Deivide Henrique (bateria). www.myspace.com/uloselvagem.





BARANGA (SP)
Rock & Roll rápido, rasgado e cantado em bom "brasileiro". Xande (voz e guitarra), Deca (guitarra), Soneca (baixo), Paulão (batera). www.barangarock.com.br





CLAUSTROFOBIA (SP)
Thrash/Death Metal de grande reconhecimento nacional. Na estrada desde 1994, já lançaram 4 discos e duas demos e fizeram shows em mais de 30 países. Marcus D'angelo (guitarra e voz), Alexandre de Orio (guitarra), Daniel Bonfogo (baixo) e Caio D'angelo (bateria). www.claustrofobia.com.br.

RIVERDIES (RJ)
Banda de Grunge cantado em inglês, formada no Rio em 2000. Influências de metal à jazz, especialmente "Seattle anos 90". Alex Melch (vocal), Fil Buc (guitarra),Gui Farizeli (baixo), Leo Graterol (guitarra), Vic von Draxeler (bateria) .www.myspace.com/riverdies


HUMAN (Santa Bárbara/BA)
Forte pegada Metal com letras que retratam o total inconformismo do ser humano em relação à sociedade em que vive. Pedro Augusto (voz), Niass (guitarra), Xandão (guitarra), Rafael Sampaio (baixo) e Clauzio Maia (bateria).www.myspace.com/humanheavy.
Acompanhem a grade por ordem de apresentação:

Terça 08/03

ATTEMPORAIS
Com viés poético, político e social, o Rock Fusion da banda não perde de vista a originalidade e a expressividade sonora universal.www.myspace.com/attemporais.









CÓDIGO REMOTO
Com o Metal que vai do alternativo ao progressivo, esses soteropolitanos venceram o Oficina Palco do Rock 2011. Tyna "Roxah" (voz), Átila "Rattlehead" (guitarra), Marcelo Sant'anna (voz/ teclado), Aron Marcus "Kin-Yu" (voz/guitarra), Diego "Shewell" (baixo), Mário Lopes Neto (bateria). www.myspace.com/codigoremoto.


FRIDHA
Um mix de influências do rock and roll aliados à poesia urbana. Cristiano Souza e Bobby Santos (vocais); Diego Frost e Mayale Pitanga (guitarras); Leandro Berbert (baixo) e Rafael Formiga (bateria). www.myspace.com/banda_fridha.



MINUS BLINDNESS
A banda tem sólidas raízes no Thrash Metal e já é considerada pelo público e mídia especializada como uma das melhores do Estado da Bahia. Tassio Bacelar (voz e guitarra), Armando Eigo (baixo) e Thiago Andrade (bateria). www.myspace.com/minusblindness.



TRAMPA (DF)
Com fortes influências do Grunge, a banda brasiliense sente-se à vontade para experimentar mais sonoridades e alternar o peso com músicas mais melódicas e baladas. André Noblat (vocal), Ricardo Marinho (guitarra), Gustavo Costa (bateria), Pedro Henrique (baixo) e Rafael Maranhão (guitarra). www.myspace.com/bandatrampa.


VELHAS VIRGENS (SP)
Entre as características da banda estão o sexo e as bebidas alcoólicas como temas recorrentes no repertório. São 25 anos de estrada e sucesso no rock brasileiro. Juliana Kosso (voz), Roy Carlini (guitarra), Simon Brow (bateria), Alexandre Cavalo (guitarra), Paulão de Carvalho (voz) e Tuca Paiva (baixo). www.velhasvirgens.com.br



CLUBE DE PATIFES (Feira de Santana/BA & Camaçari/BA)
Banda de Blues Rock formada em 1998 com a audaciosa proposta de unir as águas do Mississipi às águas do São Francisco e Paraguassu. Pablues (voz e gaita), Paulo de Tarso (bateria), Adriano Cachorro Cego (guitarra), Jo Blues Bass (baixo). www.myspace.com/clubedepatifes.




ACT OF REVENGE
A banda aposta em um gutural potente e bases que remetem ao mesmo tempo ao tradicional e ao moderno, criando nuances diversificadas e interessantes. Danilo Oliveira (voz), Tiago Antônio (guitarra), Bruno Próspero (bateria) e Rogério Asfor (baixo). www.myspace.com/actofrevengebrazil

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Novo livro de Emiliano critica imprensa brasileira

Fonte: Assessoria de Emiliano José

O jornalista, professor e deputado federal eleito Emiliano José (PT) lança, no dia 28 de janeiro, às 18h, na Livraria Cultura (Salvador Shopping), seu novo livro intitulado "Jornalismo de campanha e a Constituição de 1988".

A obra é baseada em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Comunicação da UFBA. O autor pesquisou o discurso da mídia na década de 1988 a 1998 e mostra como a imprensa mergulhou de cabeça na desconstrução da Constituição de 1988 e na implantaçãoo do projeto neoliberal no Brasil.

Na mesma oportunidade, será lançada a 2ª edição de "Imprensa e Poder - ligações perigosas".

Leia mais clicando aqui




PROGRAME-SE!!!

PALCO DO ROCK 2011 DÁ MAIS UM PASSO
Curadoria pública revela talentosas bandas brasileiras do rock independente














da ACCRBA

O Palco do Rock se consolida e cada vez mais a tarefa de selecionar as bandas pro evento torna-se um satisfatório desafio para a Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA). Para o carnaval de 2011, o maior festival de rock independente da Bahia iniciou, com duas datas, o processo de seleção de bandas locais e de fora do Estado.

Foi na Casa da Música da Bahia, no agradável clima do Parque Metropolitano do Abaeté, nos dias 5 e 12 e dezembro, que os curadores do PDR 2011 (17 anos) se reuniram sob a "supervisão" de membros de diversas bandas e representantes do público presentes no local ou via internet em transmissão por vídeo.

Se as marcas da associação são o pioneirismo, a criatividade e a inovação, Carol Morena - membro da curadoria, produtora do paraibano Festival Mundo e representante da diretoria de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia - tratou de acrescentar a coragem como elemento principal na composição do Palco do Rock: "As curadorias dos festivais nunca são abertas e pouca gente chega a saber quem são os curadores. É preciso ter muita coragem", disse a produtora.

"Bobeada" das bandas - Foram 203 bandas inscritas, mas só 98 foram analisadas. Isso por conta da falta de atenção das bandas para o regimento interno do festival, que determina o envio de material físico para análise. Entre aquelas analisadas, foram 55 de fora do Estado e 43 da Bahia, dividindo-se entre 32 de Salvador e 11 da região metropolitana e demais cidades do interior baiano.

Para um dos experientes músicos participantes da curadoria, o também produtor musical, que acumula realizações com artistas nacionais e internacionais, Mikael Mutti, "a importância da curadoria está além da tocada no Palco do Rock. Há uma importante assessoria técnica para as bandas e uma grande oportunidade de tocar num grande evento. Se não tiver a sorte de passar, mas for persistente e quiser melhorar, sai da curadoria com ótimas dicas."

Transmissão - Uma das novidades da curadoria desse ano foi a transmissão via internet, o que possibilitou a interatividade entre curadoria e membros de banda e público que participaram virtualmente. Dúvidas foram esclarecidas e muitas dicas foram bem recebidas, bem como o bom humor em diversos momentos, sem que ofuscasse a concentração nos trabalhos. O fato foi comemorado pela diretoria da ACCRBA que se diz satisfeita com os trabalhos e com a participação presencial e virtual: "Esperamos muito que isso acontecesse. Queremos sempre mostrar a descontração sem perder o foco e o nível dos trabalhos. Infelizmente o presencial deixou a desejar e, de nossa parte, não podemos agradar a todas as bandas, mas fazemos o possível com democracia e lisura para mantermos a imagem de organização e responsabilidade que temos perante órgãos governamentais, bandas e público, que se manifestam de todo o país mostrando satisfação em ver tamanha atividade", disse Sandra de Cássia, presidenta da ACCRBA.

Resultado - Com as festas de final de ano, o resultado final baseado nas notas da curadoria, ficou sem data prevista. Porém, é certa a brevidade dessa informação por parte da ACCRBA, principalmente para que as bandas de fora possam agilizar suas confirmações de participação e documentações exigidas para todas.

Certo é que a diversidade, novamente, estará presente no evento tentando agradar ao maior número de fãs que se distribuem entre tantos subgêneros do Rock.

Doações - As bandas Rattle e ChipTrio, de Salvador, e Sertões, de Itaberaba (BA), aderiram à campanha solidária proposta pala ACCRBA e doaram, ao todo, 2Kg de leite em pó e 1 livro. Essas doações se juntarão às roupas e agasalhos doados pela banda Fridha para mais uma ação social da ACCRBA, que nem de perto é o que a associação esperava. Espera-se que tanto o público quanto outras bandas, aprovadas ou não, façam parte dessa ação social. Em tempo, os alimentos doados pela banda Fridha em outra oportunidade, foram doados a moradores de rua.

Curadores - Muitas bandas se inscrevem em um ano e não são aprovadas. No ano seguinte, se esmeram ainda mais, mas mesmo assim não conseguem aprovação e obtém notas menores que no ano anterior. Essa questão foi posta em discussão e mostrou a importância da alternância entre os curadores para que não haja quaisquer rumores de "cartas marcadas". Dessa forma, a curadoria e a ACCRBA assumem a subjetividade dos critérios, mas possuem quesitos comuns a todas as bandas, independente de estilo, para fazerem suas observações acerca da qualidade de cada uma: produção, execução, arranjos e proposta musical condizente com o festival são exemplos de quesitos mínimos a serem observados.

E sobre os curadores, cada um leva a vida de um modo diferente e, de repente, se viram responsáveis por uma tarefa tão importante, que é selecionar as bandas para o próximo PDR. Um é um gentleman, dono de uma voz inconfundível e um dos maiores bluesmen do Brasil; outra é produtora de um grande festival na Paraíba; outra criou um Guia de Produção de Rock para os baianos; outro é guitarrista e multifacetado com produção cultural e outro segue a linha das inovações musicais e tecnológicas para a criação de seu trabalho, além de ser pianista.

A ACCRBA faz questão de agradecer aos curadores, bandas inscritas e presentes na curadoria, presencial ou virtualmente. A Amadeu Alves e equipe da Casa da Música (Jussara, Joe, Dayone, etc); à Polícia Militar e major Lázaro; a Waldir Viana, Claudio Lavigne e Vitor Velame.

Agradecemos a todas as energias positivas emanadas para o PDR e ACCRBA e a todos que, de alguma forma, colaboram ou colaboraram com o evento.

São 17 anos de rock no carnaval de Salvador. Comemore! Compareça! Faça a SUA festa!

VEJA AS FOTOS. CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vejam quem são os curadores do Palco do Rock 2011

ÁLVARO ASSMAR (MÚSICO) - Com 25 anos de carreira, quatro álbuns e um DVD, o “bluesman” baiano Álvaro Assmar se firma como um dos mais expressivos artistas de blues no Brasil, sempre pioneiro em qualquer ação que significasse colocar o “blues” em evidência. Foi produtor do projeto “Wednesday Blues”, participou de vários projetos em vários estados e comanda o programa “Educadora Blues”, Rádio Educadora FM 107,5.

Por ocasião do lançamento do seu quarto álbum, Álvaro Assmar foi contemplado pelo “luthier” carioca Jorge Marinho com uma guitarra “Marinho modelo Álvaro Assmar”, em comemoração aos seus 20 anos de carreira e sob especificações do artista de modo a proporcionar uma melhor execução na técnica de “slide guitar”, a sua preferida.

Recentemente foi convidado a integrar o projeto C, C & A (Christovam, Carlini & Assmar) para abrir os shows do guitarrista Johnny Winter no Brasil, e foi destaque na revista Guitar Player do mês de Junho/2010. Em paralelo, o guitarrista está produzindo um álbum inédito do grupo CABO DE GUERRA, onde atuou de 1985 a 1992, celebrando os 25 anos de fundação do grupo.

CAROL MORENA (REPRESENTANTE DA DIRETORIA DE MÚSICA DA FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA E PRODUTORA CULTURAL) - É paraibana, residente em Salvador e assessora da Diretoria de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

É produtora cultural, atuante desde 2004 e responsável, dentre outras coisas, pelo Festival Mundo, realizado em João Pessoa desde 2005. Trabalhou na produção de bandas independentes, na gerencia do Espaço Mundo e Coletivo Mundo, também em João Pessoa, além de trabalhos em assessoria de imprensa.

CLARA MARQUES (PRODUTORA CULTURAL) - É produtora cultural, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Produção Cultural pela Facom, UFBA, onde participou do grupo de pesquisa em Mídia & Música Popular Massiva e, atualmente, cursa Jornalismo. Idealizadora do site Salvador Alternativo e do Guia de Produção do Rock - Salvador 2010. É produtora das bandas traVoltA toca Rock e Enio e a Maloca. Tem passagem pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), Fundação Gregório de Mattos (FGM) e rádio Educadora FM, onde produziu e redigiu programas musicais.

GABRIEL AMORIM (MÚSICO E PRODUTOR CULTURAL VICE-PRESIDENTE DA ACCRBA) - É, desde 2004, guitarrista da banda de hardcore crossover Ulo Selvagem, importante banda baiana com mais de 23 anos de carreira que já excursionou por quase todo o país. Atua na ACCRBA desde 2001, participando da execução de todos os projetos da mesma desde então, bem como de diversos debates, seminários, fóruns e conferências ligadas à política cultural das esferas municipal, estadual e federal.

Foi repórter-colaborador e gerenciador de spots comerciais e shows do Telefanzine, antiga revista eletrônica por telefone. Também participou como locutor de programas de rádio comunitárias e FM, e como músico, foi vocalista e guitarrista de duas bandas, como Choque Térmico e Crinus.

É um ávido pesquisador da música rock que busca entender e destrinchar suas diversas identidades. Dentro da ACCRBA, identifica-se mais nas áreas de administração, elaboração de projetos (diagramação, argumentação, orçamento físico e financeiro e aspectos tributários), assessoria de imprensa, técnica de sonorização, design, produção e edição de vídeo, web-mastering, desenvolvimento e estruturação de logística, estruturas e ferramentas de informação e difusão (como web e email-marketing), novas tecnologias multimídias em geral.

MIKAEL MUTTI (MÚSICO E PRODUTOR MUSICAL) - O soteropolitano é pianista, arranjador e produtor musical. Faz turnês internacionais acompanhando artistas brasileiros e já tocou em diversos festivais pelo mundo. Tocou e fez direção musical de Carlinhos Brown e participou do DVD Scorpions Live in the Jungle, da banda Scorpions, também realizando shows com a banda na Alemanha, em Portugal, no México e no Brasil. Nesta tour, também estava ao lado do guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura. Adquiriu grande experiência durante sete anos de shows e produções internacionais pela Europa e Estados Unidos.

Em seu estúdio de gravação faz arranjos e produção para grandes artistas de diversos segmentos. Entre as gravações internacionais estão os trabalhos feitos para Will I Am, do Black Eyed Peas; Sérgio Mendes, brasileiro de muito sucesso nos EUA; o guitarrista Carlos Santana; trilha sonora da animação "Rio", de Carlos Saldanha, que será lançado em 2011, entre outros. Com artistas nacionais, Mutti se consagra entre produções musicais e gravações de Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Almir Chediak, Leila Pinheiro, Davi Moraes, Ivete Sangalo, Vania Abreu, entre outros. Também gravou músicas de trilha sonoras de documentários e longas-metragens como "Milagro del Candeal" (Fernando Trueba), "Riachão, o filme" e Ó Paí, Ó (Monique Gardenberg), além de diversas trilhas de abertura da Televisão Pública de Angola.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

INSCRIÇÕES PRORROGADAS – FESTIVAL PALCO DO ROCK 2011 - 17ª EDIÇÃO
Tanto o Festival quanto o Oficina tiveram o seu prazo de inscrição prorrogados para o dia 27 de novembro.

da ACCRBA

A Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA), idealizadora e gestora do Palco do Rock, maior festival de rock independente da Bahia, prorroga o prazo de inscrições para bandas de todo o Brasil até o dia 27/11, sábado.

ATENÇÃO!!!!

TODAS AS BANDAS INSCRITAS VIRTUALMENTE DEVEM ENVIAR MATERIAL FÍSICO. Leiam atentamente o regulamento do festival. Para as bandas locais (de Salvador), o prazo encerra-se ao meio-dia (12h) do dia 27/11, com entrega no Athelier PHNX, localizado na Av. Manoel Dias da Silva, Pituba, Shopping Vivi Center.

FIQUEM ATENTOS AO PRAZO E CERTIFIQUEM-SE DO ENVIO/ENTREGA DOS MATERIAIS. NÃO PERCAM A CHANCE DE PARTICIPAR DA CURADORIA PÚBLICA DO MAIOR FESTIVAL DE ROCK INDEPENDENTE DA BAHIA.

Para mais informações: www.palcodorock.com.br

ACCRBA APÓIA:

Workshow de Ricardo Primata no B-23 Lounge Music Bar + Palestra Educação Musical nas Escolas (Projeto E-Musica na Escola). 27/11 - 16 horas. Entrada Franca.












V Convenção de Tatuagem da Bahia - 27 e 28/11 - Stands, Concurso, Workshops, expo
Harley Davidson, expo carros antigos, Miss Tattoo, tatuadores de todo o Brasil, além de Headhunter DC, Matanza, MiniStereo Público e Camisa de Vênus.Ingressos antecipados R$ 15.

















Dr. Sin em Salvador, encerrando a "BRAVO WORLD TOUR", 19/12, Via Bahia Show (Antigo Teatro da Praia).


ACCRBA na 2ª edição da revista URB

Clique aqui e veja a revista na íntegra
Dia Municipal do Rock em Salvador

Clique aqui e veja resenha, fotos e baixe a coletânea
Valente também tem o seu dia do Rock
A ACCRBA consolida uma filial na cidade

Por Sandra de Cássia

No dia 27/03/2010 viajamos para a cidade de Valente (BA). Por pouco não chegamos atrasados para cumprir nossa agenda, pois uma carreta tombada na estrada havia entravado o tráfego. Valente é uma das cidades que aderiu ao Dia do Rock e nos convidou para nos reunirmos com um grupo e iniciarmos um bate-papo com a intenção de iniciar parcerias para atividades neste no Dia do Rock.

O resultado foi tão satisfatório que iniciamos a volta, que estava programada para o dia seguinte (sábado), só no domingo às 15h30.

O Dia Municipal do Rock foi instituido pela primeira vez em Salvador, em 1998, sob a Lei Municipal nº 5.404, instituindo o dia 28 de junho, data do nascimento de Raul Seixas, como o dia das comemorações locais. Por sua vez, Valente, através da vereadora Leninha (PT), instituiu a mesma data para as comemorações naquela cidade.

À convite da banda valentense No Name, participamos da apresentação de um coral formado por crianças carentes da região, na Casa da Cultura, que por sinal será o abrigo da recém-formada ACCRV ou ACCRBA Valente. O coral é uma ação promovida por uma forte cooperativa da região.

Na Cultura, Valente sempre se destacou desde os tempos do saudoso Tio Moura, músico que se tornou figura folclórica e que se confunde com a história da cultura do município. Muitas dessas manifestações ainda resistem - a exemplo do que acontece em muitas cidades da região - através da persistência de moradores que se dedicam para manter a cultura viva e isto é absolutamente saudável e fundamental.

Atualmente Valente conta com diversas figuras e grupos que se destacam nas várias áreas culturais. E no rock não seria diferente. A maior representante é a No Name, que junto ao grupo de produtores locais, com os apoios da vereadora Leninha (PT) e de Emiliano José puderam promover esse encontro.

O contentamento desta presidenta da ACCRBA, que vos escreve, foi saber das caravanas que partem de Valente para Salvador no período do carnaval, quando ocorre o Palco do Rock, maior festival de rock independente da Bahia. Imensurável prazer em conhecê-los!

Os shows do dia 27/06, na Praça da Prefeitura, ficaram por conta das bandas No Name; Human, de Sta. Bárbara; Paz de Espírito, de Coité e as soteropolitanas Minus Blindness e Mensageiros do Vento, que acompanharam Thildo Gama, primeiro guitarrista de Raul Seixas.

Clique aqui para ver as fotos do encontro com a ACCRV
ACCRBA em Santa Maria da Vitória
Associação visita extremo oeste baiano para consolidar ações de integração

por Sandra de Cássia

Com a proposta de integração, formação de conteúdo, desenvolvimento da cultura e disseminação do Dia Municipal do Rock, saímos da cidade do Salvador rumo ao extremo oeste da Bahia, mais precisamente a cidade de Santa Maria da Vitória, no dia 13 de julho, dia de comemoração pelo Dia Mundial do Rock.

Esses encontros buscam, principalmente, a integração do interior do Estado e dessa vez, depois de Valente (BA), a cidade de Santa Maria da Vitória também deu uma enorme contribuição ao propósito de circuito integrado baiano com seus respectivos dias de comemorações. Lá foram iniciadas as conversas para a formalização do Dia Municipal do Rock local e a ACCRBA esteve presente mostrando seus feitos e seu pioneirismo nesse tipo de ação no Brasil.

Entre os presentes, as ilustres presenças de Fábio Lima, morador de Santa Maria e ex-guitarrista da conhecidíssima banda baiana Headhunter DC; Kinkas Lisboa, coordenador de cultura do município; mais uma vez o atuante e militante Leandro Guerreiro, assessor de Emiliano José, além de Nelsão, velho conhecido do movimento e produtor cultural local.

A cidade Santa Maria da Vitória liga-se a São Felix do Coribe, cidade-irmã, por um dos afluentes da margem esquerda do Velho Chico, o Rio Corrente, de maravilhosa água cristalina. Para passar de um lado ao outro existem duas opções: uma é a ponte e a outra é a passarela de grandiosa beleza semelhante às passarelas e pontes de outros países. De lá de São Felix do Coribe quem participou do encontro foi o Leo, que junto a uma simpática turma dividiu horas a mais de bate-papo após o encontro.

Riqueza cultural – Além da reunião, fizemos mais contatos de caráter cultural e a partir daí realizamos importante leitura sobre a cultura e sua disseminação no interior do Estado. Podemos destacar a maior referência de informação, que é a Casa da Cultura Antônio Lisboa de Moraes, que é administrada pelo fabuloso historiador Kinkas Lisboa. Esse, um típico militante político socialista e antropólogo, possuidor de grande conhecimento sobre a época da ditadura. Quem vai a Santa Maria da Vitória e não visita a Casa da Cultura, não usufrui da riqueza cultura e do conhecimento que traz á nossa intelectualidade, coisa que ninguém nunca nos rouba.

Também desfrutamos da culinária local. Salve Santa Maria do Sarapatel! Acompanhados de Leandro Guerreiro, Kinkas Lisboa e Zequinha Lisboa (presidente da OAB e pai de Zé Paulo, guitarrista da Headhunter DC), pidemos aproveitar um pouco mais dessa maravilhosa cidade, mas já era hora de voltar a Salvador.

Esse tipo de encontro vem se desenvolvendo há dois anos pela ACCRBA e não alcança mais cidades por conta da falta de recursos. Há aproximadamente um ano alguns contatos vêm sendo possíveis graças à interlocução da competente equipe do escritório do não menos competente Emiliano José, 1331.

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